Copa 2010
Klinsmann espera Copa incomparável e cheia de surpresas
22/12/2009 15:27 | Guilherme Vasconcelos
 

O ex-técnico e jogador da seleção alemã, Jürgen Klinsmann, em entrevista ao site oficial da Fifa, mostrou-se otimista em relação à Copa do Mundo da África do Sul. Segundo ele, o torneio terá um alto nível técnico pela grande quantidade de equipes que podem brigar pelo título. Ele disse também que pode haver surpresas, como a Costa do Marfim, um dos adversários do Brasil na primeira fase, e o Chile.

Pode ser um Mundial cheio de surpresas. Há grupos com seleções extremamente fortes e outros com sólido equilíbrio. É difícil fazer previsões com circunstâncias como a elevada altitude ou o inverno sul-africano”, observou Klinsmann. Para o treinador, este será um dos mundias mais disputados de todos os tempos.

''Poucos Mundiais tiveram tantos favoritos. Pelo menos oito seleções estão maduras para ficar com a taça e todas têm seus argumentos para sonhar com ela. Este torneio será muito equilibrado. Não se pode esquecer que falta meio ano e tudo pode acontecer'', comentou.

O alemão disse que, pela primeira vez, é possível incluir entre os favoritos seleções que não são cabeças-de-chave. Além disso, o fato de ser a primeira Copa em território africano reforça o ineditismo do evento, tornando-o especial.“Espero sobretudo um magnífico campeonato mundial. Esta Copa deve ser incomparável. É o primeiro evento destas características celebrado em solo africano e creio que temos a obrigação de fazer nossa parte para que seja um torneio maravilhoso”, afirmou.

Sobre os principais candidatos ao título, Klinsmann alertou para a possibilidade de zebras. “Além dos cabeças-de-chave, penso em França e Portugal, e junto a elas estão Costa de Marfim e Chile, que fizeram uma surpreendente campanha de classificação”.

O ex-jogador analisou ainda as chances da Alemanha, que caiu no grupo D ao lado de Sérvia, Gana e Austrália.''Está a nosso alcance. Poderia ser pior, mas também mais fácil. A Sérvia é uma seleção que incomoda; preocupa-me a grande combatividade da Austrália; e será interessante ver o desempenho das equipes africanas, como Gana, por exemplo”, finalizou.