
Um ouvinte do Ceará me mandou o jornal O Povo, que circulou em Fortaleza no dia 24 de março de 2010. A manchete era a seguinte: Concorrência no mercado reduz preço do combustível. Aqui em Salvador jamais veríamos tal notícia.
No estado vizinho, a gasolina, que em fevereiro chegou a R$ 2,69, agora pode ser encontrada por até R$ 2,239. O álcool, que subiu de preço no mês passado, chegando ao patamar de R$ 2,17, agora apresenta queda, com o preço do litro chegando ao valor mínimo de R$ 1,79, de acordo com apuração feita por O POVO em 19 postos de combustíveis da Capital.
De acordo com Guilherme Meireles, presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Ceará (Sindipostos), a redução no preço do litro da gasolina é resultado da concorrência entre os postos da Capital. ``A guerra de preços é quem está determinando os valores, o que ao meu ver é prejudicial ao setor, já que muitos empresários optam por retirarem uma margem de lucro de apenas cinco centavos, quando o ideal seria de 40 centavos.``
Aqui em Salvador, é o contrário. Os donos de postos de combustíveis querem é aumentar cada vez mais a margem de lucro na revenda. Isso sem contar que a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos dois estados é igual, 27%, e que nós temos a Refinaria Landulpho Alves, na BA-523. Como explicar então essa diferença brutal de preços?